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Resenha: Um caminho para a liberdade

5 de junho de 2020
Resenha um caminho para a liberdade

Lançado em 2019, Um caminho para liberdade é o último livro da escritora Jojo Moyes lançado pela editora Intrínseca. O que falar do livro que trouxe uma nova Jojo Moyes para nós? Já sabemos que a autora tem um grande forte para escrever aqueles livros de romance bem dramáticos, porém dessa vez ela nos mostrou uma autora com capacidade de escrever tudo que quiser, e claro, nós amamos!

Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐

Contexto histórico

O livro se passa na década de 1930, logo após a grande depressão nos EUA, onde milhares de pessoas ficaram desempregadas e assim passaram por uma grande crise financeira em suas vidas. Um dos projetos mais conhecidos feito pelo presidente da época, Franklin D. Roosevelt, para tentar tirar o país do profundo desespero foi o “Works Projects Administration”. Que foi uma agência americana criado no New Deal com projetos diversificados para ajudar pessoas a serem empregadas. Mas aí vocês me perguntam, o que isso tem a ver com o livro? E eu digo: TUDO!

Um dos projetos do “Works Projects Administration” era em relação a bibliotecas itinerantes que serão o fio condutor do livro. Uma observação muito legal de fazer, é que a ideia das bibliotecas foi da primeira dama na época, Eleanor Roosevelt, que sempre foi uma defensora dos direitos humanos. 

A história

Tudo começa com a reunião entre os cidadãos da pequena cidade dos EUA chamada Kentucky, onde é proposto o projeto de biblioteca itinerante que nada mais é que uma coleção de livros emprestados para um público que não tem um fácil acesso, estimulando a leitura e o desenvolvimento intelectual. E assim, conhecemos nossas 5 protagonistas: Alice, Margery, Beth, Sofia e Izzy que se prontificam para fazer parte da equipe levando conhecimento e aprendizado para a população. 

É importante dizer, que cada uma dessas mulheres vivem em cenários completamente diferentes uma das outras com posicionamento sociais diferentes, religião, cor da pele e pensamento político. O que torna o livro mais interessante ainda, pois ver esse crescimento conjunto e, principalmente, uma ensinando a outra sobre sua própria realidade, é indescritível.

As protagonistas femininas

Alice: Menina Britânica que sempre se sentiu presa vivendo com a sua família, porém quando um norte americano chega na Inglaterra ela se vê apaixonada e resolve se casar e partir para uma nova vida nos EUA junto ao marido. O que não sabia, era que sairia de uma prisão e iria para outra pois quando chega a sua nova vida se vê morando com seu sogro que tem um perfil machista e controlador. Sua vida muda quando, durante a reunião, se vê querendo fazer parte do projeto de livros para ajudar a passar essa paixão pelos livros para as pessoas. 

Margery: É a organizadora da biblioteca e é muito mal vista pela população de Kentucky, pois sempre foi uma mulher com uma voz forte que nunca sonhou em se casar e consequentemente virar dona de casa. O que a faz realmente feliz é poder levar conhecimento para as casas das pessoas e lutar pelos direitos humanos da população (principalmente para aqueles que trabalhavam na mineradora na época). 

Sophia: É uma mulher negra que sofre diariamente o racismo pela maioria da população e todos os seus movimentos devem ser controlados pois naquela época era proibido trabalho entre negros e brancos. Ela vai ensinar para todas aquelas companheiras de trabalho sobre sua realidade, que é instituída historicamente como inferior e como é a vida tendo essa cor de pele. 

Beth e Izzy: São as mais jovens da equipe da biblioteca e são muito questionadoras sobre o futuro das mulheres nessa sociedade patriarcal e o que esperam desse futuro feminino. 

O desenvolvimento é sobre a rotina dessas mulheres entregando os livros para a população passando por vários desafios nas estradas das casas e no descontentamento de homens e mulheres que não concordam com esse modelo de mulheres trabalhando, que é totalmente inovador. Mais que isso, mulheres que estimulam com os livros o pensamento crítico de pessoas que antes não tinham essa base de conhecimento. É a ideia que os livros trazem uma luz em meio a uma sociedade que está na escuridão ainda. 

Mas como todos nós amamos aquele romance bem romântico, vocês devem achar que não tem nada disso no livro né? Pois bem, existe sim romances durante o livro, entretanto, esses não são o foco principal da trama então sempre aparecem mais em segundo plano, mas que não deixam de ser incríveis e bem construídos. Os personagens masculinos principais que a Jojo criou para essa história, são homens maduros e com pensamentos muito para frente do seu tempo, ou seja, MARAVILHOSOS!

Resenha: Um caminho para a liberdade
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Adaptação

E agora quero contar uma novidade para aqueles que talvez não curtam ler livros, mas que gostam de uma boa adaptação. Sim, os direitos do livro foram comprados pela Universal e daqui a pouco poderemos ver essa história tão enriquecedora nas telonas. Infelizmente, ainda não se tem uma previsão pois já que o livro foi lançado recentemente deve demorar mais um pouco. 

Para finalizar essa resenha desse livro tão lindo e especial, resolvi trazer uma citação que me marcou muito nele:

“Uma biblioteca deve ser para todos, tanto do meio rural quanto do urbano, tanto para os negros quanto para os brancos.”- página 113.

Com uma simples frase, resume o que o livro quer tanto passar para nós: sororidade, justiça social e força feminina.   

Leia também: A NY de Louisa Clark em Ainda Sou eu 🐝

  • Reply
    Deborah
    5 de junho de 2020 at 18:00

    Adorei a novidade do blog. Adoro ler. A resenha está muito bem escrita. gi pereira sucesso sempre.

    • Reply
      Gi Pereira
      5 de junho de 2020 at 18:21

      Muito obrigada pelo carinho! Vem muitas resenhas por aí 🙂

  • Reply
    Katia
    5 de junho de 2020 at 18:39

    MARAVILHOSO!!!!
    Incrível como você conseguiu nos trazer com a leveza das palavras a enorme vontade da leitura adormecida em nossas vidas !!
    E , o que mais me chamou atenção foi ,como pode uma história passada em 1930 com temas tão atuais !!!
    Você foi fantástica em suas colocações !!!
    Parabéns !!!!
    Ansiosa por novidades!!!

    Katia Struzberg

    • Reply
      Gi Pereira
      5 de junho de 2020 at 19:13

      Muito obrigada!! O que você disse é totalmente verdade, a nossa história está se repetindo cada dia mais. Semana que vem tem mais resenha 🙂

  • Reply
    Jú Miyoshi | @movie.places
    5 de junho de 2020 at 19:18

    Gi esse livro já está na minha lista há um tempão, mas agora com essa resenha me deu ainda mais vontade de ler. Amei!! 😍

    • Reply
      Gi Pereira
      6 de junho de 2020 at 13:39

      Que bom!! Você vai amar 🙂

  • Reply
    Leonardo Calabri
    10 de junho de 2020 at 22:45

    Caramba, vai ter adaptação em filme? E eu só achando que A Última Carta de Amor que seria adaptado hehehe. Parabéns pela resenha, sou um jojolover, amo muito os livros dessa autora e preciso muito ler esse.

    • Reply
      Gi Pereira
      12 de junho de 2020 at 12:58

      Obrigada!! Vai ter sim, mas como está tudo atrasado agora deve demorar mais um pouco para vermos a adaptação, infelizmente 🙁
      Depois de ler, não esquece de contar o que achou 🙂
      Beijos.

  • Reply
    frolep rotrem
    6 de julho de 2020 at 03:43

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  • Reply
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