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Crítica: Minha Irmã – filme Suíço vai muito além das relações familiares

28 de janeiro de 2021
Crítica do filme Minha Irmã, 2020

O drama Minha irmã, representante da Suíça para concorrer a uma vaga ao Oscar 2021, chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, dia 28 de janeiro após ser um dos destaques na programação da 44ª Mostra Internacional de São Paulo. A história gira em torno da relação dos irmãos gêmeos, Lisa (Nina Hoss) e Sven (Lars Eidinger) que está lutando contra leucemia. Como seu quadro requer cuidados especiais, a irmã passa a se desdobrar para cuidar dele e atender as demandas de seus dois filhos e do marido Martin (Jens Albinus), diretor de uma escola internacional de música, na Suíça. Lisa abre mão, temporariamente, de sua carreira como dramaturga em Berlim para acompanha-lo, porém, ao receber uma promoção, Martin deixa de apoiá-la e passa a cobrar sua permanência no país, o que para ela é impossível, uma vez que atribui seu bloqueio criativo ao lugar.

A primeira vista, Minha irmã, parece apenas uma história sobre a cumplicidade entre irmãos, fortalecida diante uma doença grave. Mas a trama vai se revelando aos poucos, trazendo a tona questões mais profundas, como a conturbada relação deles com a mãe (Marthe Keller), alheia a situação dos filhos.
Mediante essa distância, a filha assume o papel de matriarca, cuidando de todos ao seu redor, chegando a se esquecer dela própria como mulher e profissional. Em pouco tempo seu esgotamento fica evidente, agravado pela piora do quadro clínico do irmão e das crescentes exigências do esposo. Fica claro que às desigualdades que a mulher tem que enfrentar na sociedade começam dentro do ambiente familiar, as falas de Martin e da própria mãe de Lisa, evidenciam o quanto ainda temos que evoluir para alcançarmos a igualdade de gênero.

Numa das cenas mais emocionantes, Lisa deixa transbordar toda sua frustração e sobrecarga, disferindo diversos golpes em depósitos de lixo. É possível sentir suas angústias. Suas dores.
A cena seguinte, onde os irmãos conversam sobre um roteiro escrito por Lisa, também merece destaque por possibilitar um respiro meio a rotina caótica que ambos estavam vivenciando. É de uma leveza estonteante.

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Tecnicamente, as diretoras e roteiristas Stéphanie Chuat e Véronique Reymond, conduzem um bom filme, com diálogos convincentes, que em certo ponto podem ser cansativos, mas logo em seguida são compensados por uma atuação primorosa de Nina Hoss, com seus olhares distantes em momentos de reflexão, em cenas longas de profundo silêncio.

Nina Hoss in My little sister
Crítica de Minha Irmã, 2021
Nina Hoss tem uma bela atuação no longa Alemão-Suíço Minha Irmã
A2 Filmes Foto – Reprodução

Minha irmã é um filme que vai muito além das relações familiares. É sobre a força da mulher, sua luta diária para equilibrar família, trabalho e saúde mental. Para descobrir se Lisa vai conseguir tal feito, você terá que assisti-lo. O drama estreia com 91% de aprovação no Rotten Tomatoes e está em cartaz nos cinemas de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Vitória, Recife e Florianopolis.

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