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Alice Guy-Blaché – A primeira cineasta mulher

by Jú Miyoshi | @movie.places

Se você acha que as mulheres já têm direitos iguais na indústria cinematográfica, que os protestos que vemos principalmente nas cerimônias do Oscar são puro vitimismo, então precisa conhecer a história de Alice Guy-Blaché. Em 2018 foi lançado o documentário Be Natural: The Untold Story of Alice Guy-Blaché, de Pamela B. Green, que explora a vida desta mulher pioneira numa indústria que ainda hoje atua de forma desigual. A seguir, conheça um pouco da história de Alice Guy-Blaché – A primeira cineasta mulher.

Alice Guy-Blaché

Alice Ida Antoinette Guy nasceu em Paris, no dia 1º de julho de 1873. Começou no cinema com 22 anos ao trabalhar como secretária para Léon Gaumont, um fabricante de câmeras cinematográficas, no qual Blaché sugeriu melhorias aos filmes demonstrativos, tornando-se chefe de produção. Gaumont e Alice estavam presentes na sessão dos irmãos Lumière “A Saída dos Operários da Fábrica Lumière”, considerada a primeira projeção pública de cinema.

Alice Guy-Blaché em ação

Em 1896, ela produziu seu primeiro filme, “La Fée aux Choux”. Em 1907, casou-se com Herbert Blaché, outro funcionário da Gaumont, renunciando ao seu cargo para acompanhá-lo aos Estados Unidos. Acredita-se que ela produziu cerca de 500 filmes no período em que trabalhou na Gaumont. Em 1910, Alice fundou a Solax Company para produzir seus próprios filmes, transformado em 1912 em um estúdio de última geração.

No início da década de 20, Alice começou a enfrentar problemas financeiros, divorciou-se e em 1922 o estúdio Solax foi leiloado. Seus filmes foram perdidos e sua história por pouco apagada, mesmo assim, ela perseverou, deu entrevistas e com o tempo ganhou algum reconhecimento por seu papel pioneiro no cinema. Ela morreu em 1968 e em 2012, a Fort Lee Film Commission instalou uma nova lápide em seu túmulo afirmando que Alice Guy Blaché foi a “primeira diretora de cinema mulher”.

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Mudanças em Hollywood

Desde sua criação em 1927 por iniciativa de Louis B. Mayer, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas passou por diversos momentos difíceis, mas certamente os últimos anos têm sido os mais delicados, tornando-se alvo de severas críticas devido a falta de representatividade. Como parte do plano de mudanças, no dia 30 de junho deste ano, anunciaram o quadro de novos membros, ampliando a participação de mulheres e de comunidades raciais e étnicas até então sub representadas. Dando continuidade ao movimento de mudança, no dia 08 de setembro divulgaram novas regras que passarão a valer à partir da 96ª edição do Oscar (2024), onde um filme só poderá concorrer a principal categoria se atender critérios de representatividade e inclusão estabelecidos pela Academia. A medida, segundo os diretores, irá encorajar a representação equitativa dentro e fora das telas, a fim de melhor refletir a diversidade do público que vai ao cinema.

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Mulheres em Hollywood é hora da mudança

Este documentário lançado em 2019 explora a disparidade entre homens e mulheres na indústria cinematográfica, explica as razões histórias do problema, além de expor os números do preconceito. Grandes atrizes, diretoras e roteiristas falam sobre a representatividade no mercado, como Meryl Streep, Dina Davis Cate Blanchett, Natalie Portman, dentre outras.

Disponível no Telecine Play

Oscar 2020 – Protestos como o de Natalie Portman são importantes e levantam questionamentos

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