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5 Licões que aprendi com o filme A esposa

6 de fevereiro de 2019

Vou começar este post já fazendo uma declaração: não gosto de filmes que não me ensinam nada, de simplesmente sentar e ver algo para passar o tempo. Nada contra quem gosta, mas pra mim o tempo é muito precioso e a sétima arte é uma arte como qualquer outra e está ali para ser contemplada justamente porque quer lhe transmitir uma mensagem.

Dito isso, posso afirmar que pelo menos pra mim o filme A esposa cumpriu muito bem o seu papel, afinal saí da sessão com uma sensação de aprendizado. Decidi então, compartilhar com vocês de forma resumida 5 lições que pude aprender com ele, ou melhor com ela, Joan (Glenn Close).

O filme

Não tem praticamente nada de surpreendente, na verdade a história é bem previsível e acredite, isso é excelente, pois você meio que já sabe o que está por vir e se prende quase por completo as interpretações, que por sinal estão incríveis, destaque obviamente para a indicada ao Oscar Glenn Close.

Glenn interpreta a esposa de um famoso escritor que após anos de trabalho “árduo” é indicado ao Nobel de literatura, um sujeito narcisista, fanfarrão e infiel. Só por aguentar isso por anos a fio essa mulher já merecia ser canonizada, mas o pior ainda está por vir. Não irei desvendar o “mistério” do filme, mas já fica a dica que algo de muito podre sustenta essa relação…

Pausa para polêmica: Glenn irá roubar o Oscar da Gaga…

Glenn Close é minha favorita para ganhar o Oscar 2019.
Annual Critics’ Choice Awards.

Sim, estou torcendo por isso. Mesmo tendo amado o filme Nasce uma estrela (veja aqui o post com indicações de filmes parecidos) e a interpretação de Lady Gaga, isso não foi o suficiente para superar todo o sofrimento desta santa esposa.

O olhar que essa mulher lança ao marido na cerimônia de laureação é equivalente a um grito sufocado por décadas, seu sofrimento é quase palpável e ela realmente nos convence que em sua cabeça está passando um filme com todas as decisões erradas que ela tomou até aquele presente momento. O sentimento que descreve essa cena é de total desconforto, um misto de raiva, frustração e agonia.

Olhar penetrante de Glenn Close em A esposa nos deixa desconfortável.
Glenn Close – seu olhar penetrante nos deixa desconfortável com tanta veracidade.

Sony Pictures Classics (Foto: Reprodução).

As lições

Sabe aquele ditado que é melhor aprender com os erros dos outros do que com os nossos próprios? Então, ele se aplica perfeitamente a este filme.

Joan é o modelo perfeito a não ser seguido, ela toma uma série de decisões erradas, persiste nos erros e passa uma vida sendo coadjuvante quando deveria ser a protagonista. Mas há algo que devemos reconhecer, ela viveu em outros tempos, aliás, tempos bem difíceis, onde o machismo reinava no meio acadêmico e no mercado editorial, e isso fica bem evidente no filme. Ela mal poderia sonhar com o empoderamento feminino. De qualquer forma, isso não justifica suas atitudes vacilantes em relação a própria vida, tudo porque não acreditou em si mesma e essa é a primeira lição:

  • 1. Acredite em você!
    Sim, pode parecer piegas, mas todos os males da personagem começam pura e simplesmente por ela não acreditar em si mesma, no seu talento. Ela mata os próprios sonhos ao não acreditar neles. Como convencer alguém sobre sua capacidade se nem ela acredita. Assim fica difícil te defender Joan.
  • 2. Não seja facilmente influenciável.  Como? Uma vez que você acredita em si mesma, tem bem claro os seus objetivos e mantém o foco para alcançá-los, dificilmente alguém conseguirá te desviar do caminho certo. Acredite, muitos tentarão fazer você desistir, até “amigos” próximos falarão coisas do tipo:_”você tem certeza que é isso que quer para a sua vida, este mercado está tão saturado, acho que será bem difícil…” Não fique chateado com ele, as vezes só é medo mesmo que você quebre a cara, ou invejinha por você está tentando algo novo e e ele não, nestas horas lembre-se da primeira lição. No caso da nossa heroína quem fez esse trabalho de jogador oficial de balde água fria foi adivinhem só: uma outra mulher! A criatura não conseguiu alcançar o sucesso almejado, despejou toda sua frustração em cima de Joan, como se ambas fossem a mesma pessoa, com a mesma história de vida, etc. Infelizmente Joan é uma mulher facilmente influenciável e como a maioria dos seres com essa característica ela acredita nos outros e duvida de si.
Joan (Glenn) é uma mulher totalmente influenciável e paga por isso.

Sony Pictures Classics (Foto: Reprodução).
  • 3. Não se anule por ABSOLUTAMENTE ninguém! Vou falar algo que pode parecer cruel, mas as vezes é preciso para a pessoa cair na realidade. Vejo muitas pessoas, principalmente mulheres em pleno século XXI que ainda se anulam para agradar seus parceiros, começam um novo relacionamento e pronto, assumem uma nova personalidade, claro que uma que combine mais com o novo par. Isso é ridículo, mas um terapeuta resolve. Infelizmente há um outro tipo de anulação bem mais grave, aquela feita em nome dos filhos e da família, no qual a sociedade vê como absolutamente normal. Para manter tudo funcionando “perfeitamente” você precisa se anular, precisa mudar. Ser mulher, esposa, mãe vai muito além disso. Entenda que se anular não fará de você um ser melhor, no máximo mais aceitável, mas pra quem mesmo? Respeite-se acima de tudo. Joan se torna coadjuvante quando se anula totalmente em prol da prole e do esposo infiel. Valeu a pena?
Não deixe que ninguém diga onde é o seu lugar.
“Por trás de um grande homem sempre tem uma grande mulher.”
Me poupe, se poupe e nos poupe! Parceria é andar lada a lado, ok sociedade?

Sony Pictures Classics (Foto: Reprodução).
  • 4. Be Brave! Seja corajosa (o), busque o melhor, mas prepare-se para o pior, afinal pessoas que são destemidas, que lutam por seus ideais e não são facilmente influenciáveis incomodam e muito. Portanto cabeça erguida sempre. No filme a personagem demonstrou bravura no finzinho, mas no caso dela talvez o ditado antes tarde do que nunca não se aplique muito bem, afinal algumas reviravoltas aconteceram, a impedindo de por de vez o pé na porta.
Fearless Girl.
Se inspire na Fearless Girl!

Foto: Alex Proimos.
  • 5. Nunca desista dos seus SONHOS. Simplesmente porque eles são os combustíveis da vida. Uma pessoa sem sonhos morre lentamente ou pior, passa a viver o sonho dos outros. E sabe de uma coisa? Nem sempre lhe agradecem por isso. Tome como exemplo o marido de Joan, ele além de não demonstrar um pingo de gratidão por ela ter aberto mão de seu sonho para transformar o dele em realidade, ainda a recompensa com humilhações, infidelidade, ataques de grosseria e por aí vai. Na minha opinião, Joe Castleman (Jonathan Pryce) a castigava, porque no fundo tinha raiva da esposa por ela ser tão fraca, vacilante e principalmente por ter desistido de si mesma.

Bem meu querido leitor, essas foram as lições que aprendi ao assistir ao filme A esposa. Se você assistiu e teve as mesmas percepções, se não concorda ou ainda, se extraiu lições diferentes, compartilhe comigo, deixe sua opinião nos comentários. Se você não assistiu, assista e não se esqueça de voltar aqui para dizer o que achou ; )

E se quiser me ver tagarelando, assista ao vídeo ⤵️

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