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5 filmes que te ensinam a valorizar mais a vida

by Jú Miyoshi | @movie.places
Para sempre Alice lições

Quando este ano começou dificilmente as pessoas pensaram que seria um ano difícil, para muitos, talvez o mais difícil de suas vidas. Em momentos assim é comum questionarmos o seu sentido, poucos conseguem enxergar nessa situação uma oportunidade de aprendizado, amadurecimento. É certo que se pudéssemos escolher jamais teríamos vivenciado uma pandemia, mas ela está aqui entre nós, então, alguma lição devemos tirar dela. Selecionei alguns filmes no qual os personagens passaram por momentos traumáticos e, mesmo assim, eles ou familiares conseguiram aprender algo novo. Confira a seguir 5 filmes que te ensinam a valorizar mais a vida.

Nota

A intenção de selecionar estes filmes foi também mostrar para alguns leitores que muitas vezes nossos problemas são pequenos diante de pessoas que estão ao nosso redor, mas no qual sequer desconfiamos que enfrentam grandes dificuldades em suas vidas. Por isso é tão importante ter empatia, tentar não julgar e eventualmente se colocar no lugar do outro.

Para sempre Alice

Richard Glatzer, Wash Westmoreland, 2014

Já dizia John Lennon: “A vida é o que acontece enquanto você está ocupado fazendo outros planos”.
Alice Howland (Julianne Moore) é uma brilhante professora de linguística no auge de sua carreira profissional. Ela vive sua vida com hábitos saudáveis, alimentação equilibrada, além da constante atividades intelectual, mas nada disso impede dela ter, aos 50 anos, os primeiros sintomas de Alzheimer. Acompanhamos a evolução da doença, a transformação na vida de Alice e de seus familiares, claramente não preparados para lidar com essa nova realidade. De início, ela passa a esquecer algumas palavras, o que a atormenta dada a ironia de sua profissão, depois começa a se perder nas ruas e por fim até mesmo dentro de sua própria casa. Julianne Moore ganhou o Oscar de Melhor atriz por dar vida a essa personagem sensível nesta adaptação do livro de Lisa Genova.

Ninguém espera receber um diagnostico precoce de uma doença degenerativa, na verdade, a maior parte de nós vive como se fosse imbatível, ou até mesmo, imortais. Quando isso acontece levanta uma série de questionamentos, muitos deles sobre o que de fato é importante nessa vida, lembranças? Momentos? Então o que dizer sobre Alice e os milhões de pacientes que vivem com Alzheimer? Difícil não é mesmo? Acredito que a maior lição fica para quem está ao lado, que observa o avançar silencioso desta doença tão injusta, que rouba do homem o que ele tem de mais precioso: sua memória. A propósito, como você tem construído a sua?

Para sempre Alice
©Sony Pictures Classics

O Escafandro e a borboleta

Julian Schnabel, 2007

Será que é necessário uma tragédia nos atingir como um raio para que possamos finalmente dar valor a vida? Tenho me feito esta pergunta há anos. Infelizmente Jean-Dominique Bauby não teve tempo para se fazer este questionamento enquanto era saudável e gozava de uma boa vida como redator chefe da revista Elle Paris. Seu caso é o triste exemplo de uma resposta positiva a questão inicial.

Ao sofrer um AVC (Acidente Vascular Cerebral) com apenas 43 anos, ele desenvolveu uma rara condição conhecida com Síndrome do encarceramento, deixando seu corpo totalmente paralisado. Ele só podia movimentar o olho esquerdo. Bauby teve que aceitar sua nova condição, aprendeu a se comunicar com o olho e pasmem: escreveu um livro. Foram mais de 200 mil piscadas, que comporam um relato que poderia ser apenas triste e fatalista, mas as palavras escolhidas e a forma na qual Bauby conta sua história, confere uma leveza sublime a narrativa.

O filme é baseado em fatos reais, Jean-Do (como os amigos o chamavam) existiu, mas parece que nem tudo aconteceu como mostrado no filme. Um exemplo disso, é o papel exercido por sua ex-mulher, que esteve envolvida na produção, portanto, retratada de forma especial, enquanto a amante é mostrada de forma vil e egoísta. Em entrevista ao The Guardian , Florence Ben Sadoun, o grande amor de Jean-Dominique Bauby, pode contar a sua versão da história.

O Escafandro e a borboleta
©Miramax Films

A vida em si

Dan Fogelman, 2018

Dizem que um bom filme precisa ter um plot twist que se preze, se você concorda com essa ideia ficará extasiado com A vida em si, afinal, este é o tipo de filme que te faz pensar que sabe o que vem a seguir, mas de repente ele te pega pelo braço, dá três giros e quando estas prestes a se recompor, ele vem e acerta um belo tapa na tua cara. Não deveria ser nenhuma supresa, o título já diz a que veio: te mostrar como a vida é uma montanha-russa, com seus altos e baixos, sustos e emoções diversas. Tá tudo ali implícito em 4 palavrinhas.

Ao ler a sinopse pode até parecer que você já viu aquela história, onde um trágico evento marca a vida de diferentes pessoas e por um motivo maior, que elas desconhecem, ele fará todo sentido. Não desanime, dê play e prepare o coração para fortes emoções.

A vida em si
©Sony Pictures

Viva – a vida é uma festa

Adrian Molina, Lee Unkrich, 2017

Na sociedade capitalista na qual vivemos é muito comum indivíduos priorizarem o trabalho e reconhecimento à família. A maioria se dedica incessantemente, dando tudo de si na esperança de um dia poder gozar momentos de alegria com aqueles amam, após colher os louros de tanto empenho. Mas a vida pode nos pregar uma peça, uma morte inesperada pode ceifar estes planos e nos mostrar o que de fato importa.

A aventura Viva – a vida é uma festa, busca inspiração no feriado mexicano do Dia dos Mortos, para gerar uma extraordinária reunião familiar e nos ensinar verdadeiras lições através de Miguel, um menino de 12 anos que sonha ser um músico famoso.

Viva - a vida é uma festa
©Walt Disney Pictures

Minha vida sem mim

Isabel Coixet, 2003

Como partir precocemente sem traumatizar aqueles que te amam e a quem você também ama? Esse é o dilema de Ann (Sarah Polley), diagnosticada aos 23 anos, com câncer já em estado terminal. Casada e mãe de duas meninas, ela passa a questionar a forma como vivera até aquele momento e como quer ser lembrada após sua morte. O filme dirigido por Isabel Coixet e produzido por Pedro Almodóvar é pura poesia e ainda conta com a participação do talentoso Mark Ruffalo.

Minha vida sem mim
©Sony Pictures Classics

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